domingo, 29 de março de 2009

Viva seu Luiz!



Um dia uma pessoa saiu do seu cantinho, um cantinho lá, na Serra do Araripe, pertinho do Ceará, lá no finzinho de Pernambuco, um lugar onde o verde ainda vinga, mesmo com a cerca braba, que ta por aí, que vem por aí. Um dia essa pessoa atravessou a Rio Bahia, chegou ao Rio de Janeiro, e com sua sanfona, através de seu suor, de seu trabalho, conquistou esta cidade, mais tarde, conquistou também São Paulo e por conseqüência conquistou todo o Brasil, hoje, a pesar de sua ausência física, ele ainda é a voz que representa realmente o povo brasileiro na quilo que há de mais povo! Porque não precisava enganar a ninguém, como tantos que nós conhecemos. Mais do que nunca ele continua cantando o nordeste ainda marginalizado, esquecido, pisado e na nossa realidade brutal, copiado descaradamente por aqueles que insistem em dizer que faz música em nome de Luiz Gonzaga, mesmo assim, com sua alegria, com sua festa, com sua força, em todos os cantos do nosso país, ouço dizer: “Viva Luiz Gonzaga o rei do baião”.

Esta é uma simples homenagem deste mero musico no qual sente tanta saudade à este que foi, é e sempre será o verdadeiro fenômeno musical brasileiro...





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domingo, 15 de março de 2009

Ordem dos Músicos do Brasil?



O artigo 6º define o trabalho como direito social, mas nem ele nem o art. 7º trazem norma expressa conferindo o direito ao trabalho. Este ressai do conjunto de normas da Constituição sobre o trabalho (art. 1º, IV, 170 e 193 da CF), que reconhecem o direito social ao trabalho como condição da efetividade da existência digna (fim da ordem econômica) e, pois, a dignidade da pessoa humana, fundamento, também da República Federativa do Brasil (art. 1º, III da CF). E aqui se entroncam o direito individual ao livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, com o direito social ao trabalho, que envolve o direito de acesso a uma profissão, à orientação e formação profissional, à livre escolha do trabalho, assim como à relação de emprego (art. 7º, I) e o seguro-desemprego, que visam, entre outros, à melhoria das condições sociais dos trabalhadores.
José Afonso da Silva

“A música, este bem maior da humanidade, precisa de quem a crie, de quem a toque e de quem a cante. Os músicos e cantadores, assim como os compositores, são seres humanos comuns, com necessidades comuns a todos os seus semelhantes. Têm necessidade de ter seus direitos profissionais garantidos para que possam, com tranqüilidade, exercer sua arte. E essa a finalidade da Ordem dos Músicos do Brasil, entidade que existe para criar condições para que o talento dos músicos que atuam no país possa ser desfrutado por todos. E o lugar de encontro, a referência de união. Quanto mais civilizada, educativa e atuante for a Ordem, melhores serão as condições para que a música brasileira prossiga em seu destino de encantar e seduzir o mundo.”
FERNANDO BRANT

Teoricamente este seria uma grande arma que nós músicos deveriam enxergar com prazer ao longo de nossas vidas e nossa situação musical. Agradeço a este grande compositor e a este jurista que acabaram de nos orientar do que deveria viabilizar a nossa conduta musical. E agora Srs. “fiscais” e delegados dessa ordem de coronéis de 5ª categoria? Por que eu pagar R$ 200,00 por um papel timbrado? Por que qualquer pessoa pode comprar?

Aguardando respostas:

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Estamos emburrecendo?




Meus amigos, hoje vou citar sobre um texto publicado na coluna “Ponto de Vista”, de Stephen Kanitz, na revista Veja, em 06 de Agosto de 2006. em que ele escreve assim: Você já teve a impressão de que seu chefe, seu supervisor ou seus colegas de trabalho estão ficando menos inteligentes a cada ano que passa? E que essa onda está afetando inclusive você? Que o mundo está cada vez mais difícil de entender? Se você está se sentindo cada vez menos inteligente, fique tranqüilo, estamos todos emburrecendo a passos largos inclusive eu. O conhecimento humano está aumentando explosivamente.

Éh gente! Me fez lembrar em um tempo em nos saíamos pra tocar com 60, 70 ou mais músicas na bagagem e sempre tinha aqueles que pediam uma música que não estavam no script, mas, não havia problema nenhum, naquele tempo (que não faz tanto tempo assim), os músicos não tinham muita dificuldade em tocar músicas que não faziam parte do repertório, hoje, é só aquilo que ensaiou e com muita dificuldade, será que estamos todos emburrecendo mesmo? É claro que os músicos cada vez mais estão ficando pior, principalmente os de Caratinga – MG, de formação musical duvidosa e de caráter malicioso.

Prefiro acreditar que os músicos de verdade estão em um processo de reciclagem para manifestar-se em tempo abio, para não deixar que está corja tome conta da nossa alegria de poder estar no lar sagrado dos músicos e olhar para o lado e não saber o que fazer com esses “Mussolini´s” do 2º milênio...


É isso em que eu acredito!!!!!!!




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